Entrevista, Frede Tizzot: capista de O Jogador e Babel17

   Publicado em 29 de novembro de 2021

Conversamos com Fredde Tizzot, artista responsável pelas capas dos livros O Jogador e Babel-7. Confira abaixo como foi o bate-papo:

Morro Branco: Oi, Frede. Tudo bom? Por favor, fale um pouco mais sobre você e seu trabalho para nossos leitores.

FREDE TIZZOT: Sou ilustrador e designer gráfico freelancer. E sou um dos fundadores da editora Arte e Letra, onde também sou responsável por toda a produção gráfica. A maior parte do meu trabalho são capas e projetos gráficos de livro, mas também faço trabalhos para periódicos, setor cultural e publicidade. Sou de Curitiba, mas já morei em São Paulo, Santa Catarina, Espanha, Colômbia e Itália.

Capa de Babel-17 para a Morro Branco

Morro Branco: Você fez a capa de um dos nossos lançamentos recentes, “O Jogador”. Como foi o processo? Como você se preparou para desenvolver esse trabalho?

FREDE TIZZOT: A capa do “O jogador” foi muito legal de fazer, mas também complicada. É um livro complexo e difícil de transformar em imagens. E senti isso até nas capas das edições estrangeiras, ao analisá-las. Não queríamos algo na capa que fosse muito literal, que retratasse as personagens ou objetos do livro, mesmo porque as descrição não são tão detalhadas assim. Por isso buscamos algo mais abstrato, mas que fizesse uma conexão direta com o livro, conectando-o com o leitor. Assim, temos um fundo abstrato e a imagem que nos remete ao jogo, algo concreto presente no texto. Outra questão que sempre tive em mente foi o fato de que o livro é parte de uma coleção, então tinha que criar um projeto que pudesse funcionar não só no “O jogador”, mas também nos demais livros da coleção.

Capa de O Jogador para a Morro Branco

Morro Branco: Qual foi a parte mais divertida de todo o processo? Como pensou nas cores escolhidas?

FREDE TIZZOT: Pra mim sempre a melhor parte é quando já tenho a ideia definida e posso começar a executá-la. E no caso do “O jogador” o começo, a parte de criação, foi bem trabalhosa e precisei de algumas versões até chegarmos na final. Para a escolha das cores eu buscava algo que tivesse uma relação com o gênero de ficção científica, mas que não fosse tão vibrante, como ocorre muito nesse gênero, pois não é essa a “atmosfera” do livro.

Projeto feito para a Editora Arte & Letra.

Morro Branco: Sabemos que as capas passam sempre uma primeira impressão para os leitores. Qual o maior desafio para conseguir comunicar uma narrativa para o público?

FREDE TIZZOT: O desafio é justamente captar e expressar a essência do livro, criar uma imagem que não só sugira algo sobre o conteúdo do livro, mas que também dê uma “cara” a ele. O objetivo deve ser sempre expressar visualmente o livro como ele é, pois, do contrário, a pessoa poderá se frustrar com o livro por conta da expectativa errada criada pela capa.

Morro Branco: Você tem proximidade com o gênero ficção científica? Costuma ler? O que achou de “O Jogador”?

FREDE TIZZOT: Gosto bastante de ficção científica e fantasia. Não sou um grande leitor do gênero, mas gosto muito. Gosto também da estética (até por eu ser muito visual) de filmes, animações, animes etc. de ficção científica. Gostei de “O jogador” também por conta do lado filosófico que o autor traz, o que distingue o livro de muitos outros títulos do gênero.

Autorretrato do Fredde

Aqui tem o meu portfolio: https://www.behance.net/fredetizzot e meu Instagram é @frede_tizzot

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